O Ministério do Trabalho e da Segurança Social não disponibiliza dados de empregabilidade respeitantes a este ciclo de estudos. Contudo, os Chefes de Estado e Governo dos países membros da Comunidade Europeia comprometeram-se na cimeira de Lisboa (2000) com o objetivo de fazer da União «a mais competitiva e dinâmica economia do mundo baseada no conhecimento, capaz de um crescimento económico sustentado com mais e melhor emprego e uma melhor coesão social». Na sequência destas premissas, um recente relatório da Comissão Europeia «The economy of culture in Europe» (2006) defende que o desenvolvimento do setor cultural e criativo tem um impacto muito positivo no setor do emprego, uma vez que este ‘providencia uma enorme variedade de possibilidades de emprego, frequentemente implicando competências de alto nível’. Além disso, o relatório considera que o setor cultural é hoje um elemento incontornável para impulsionar muitos domínios da economia europeia, em particular o da inovação tecnológica.
Mais importante ainda, a Comissão Europeia considera que a Cultura ‘promove a integração europeia e é um instrumento chave para a integração dos componentes das diferentes sociedades europeias integrando-as na sua diversidade, forjando um sentido de pertença, ao mesmo tempo que dissemina valores sociais e democráticos’. O relatório recorda ainda que a Europa é o maior produtor de bens culturais do Mundo, vantagem competitiva que também ao nível económico pode e deve ser rentabilizada.